A Polícia Federal instaurou inquérito policial para investigar suspeitas de articulação envolvendo influenciadores digitais e a produção de conteúdos críticos à atuação do Banco Central, no contexto da liquidação extrajudicial do Banco Master.
A apuração busca esclarecer se houve contratação, pagamento ou coordenação de publicações com o objetivo de influenciar a percepção pública sobre a decisão da autoridade monetária, tomada no fim de 2025.
Relatos que motivaram a investigação
As suspeitas surgiram após influenciadores com grande alcance relatarem ter recebido propostas para produzir vídeos e postagens questionando a legalidade e a fundamentação da liquidação do banco.
Pontos em apuração
Narrativa pública e defesa institucional
Segundo os relatos divulgados, a estratégia sugerida consistiria em reforçar a tese de que o Banco Central teria atuado de forma precipitada, o que poderia abalar a credibilidade da autoridade monetária.
A defesa do Banco Master afirmou, até o momento, não ter conhecimento de contratações dessa natureza.
O inquérito também analisará se a divulgação de conteúdo patrocinado ultrapassou os limites legais da liberdade de expressão quando associada a interesses econômicos e institucionais.
Possíveis implicações penais
A Polícia Federal avalia se as condutas investigadas podem configurar crimes como difamação, organização criminosa ou outras infrações relacionadas ao uso indevido de recursos para influenciar a opinião pública.
O que é um inquérito policial?
Trata-se de um procedimento investigativo conduzido pela polícia para apurar indícios de crime, reunir provas e identificar possíveis autores, servindo de base para eventual denúncia do Ministério Público.
Desdobramentos e repercussão política
O caso também repercutiu no Congresso Nacional. Parlamentares da oposição passaram a defender a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para ampliar a apuração sobre o Banco Master e seus desdobramentos institucionais.
Impactos em debate
Fonte: G1. Globo