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PF apura “obras fantasmas” e desvio de emendas no Nordeste em nova fase da Overclean

PF, CGU e Receita fazem 9ª fase da Overclean: buscas na BA e DF e bloqueio de R$ 24 mi por ordem do STF; apuração mira desvio de emendas, corrupção e lavagem.
Operação Overclean • 9ª fase Deflagrada em 13 de janeiro de 2026 Bloqueio de R$ 24 milhões Mandados expedidos pelo STF

A Polícia Federal (PF), com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal, deflagrou em 13 de janeiro de 2026 a 9ª fase da Operação Overclean para apurar a atuação de uma organização criminosa suspeita de desviar recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, além de indícios de corrupção e lavagem de dinheiro.

Segundo os órgãos, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão na Bahia e no Distrito Federal, expedidos pelo STF, que também determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas de pessoas físicas e jurídicas investigadas, com a finalidade declarada de interromper a circulação de valores de origem ilícita e preservar ativos para eventual ressarcimento aos cofres públicos.

Ações da operação e medidas do STF

O que foi feito
  • Nove mandados de busca e apreensão na Bahia e no Distrito Federal.
  • Bloqueio de R$ 24 milhões em contas de pessoas físicas e jurídicas investigadas.
Finalidade declarada

Interromper a circulação de valores de origem ilícita e preservar ativos para eventual ressarcimento aos cofres públicos.

Interromper circulação Preservar ativos
Autorizações

Medidas foram autorizadas pelo STF, que expediu os mandados e determinou o bloqueio de valores.

Medidas como buscas e bloqueio patrimonial costumam ser usadas para preservar provas e evitar dispersão de valores enquanto a apuração avança, sem significar, por si só, condenação ou conclusão definitiva sobre as suspeitas.

Reportagem do Fantástico e execução de emendas

Em paralelo, reportagem exibida em 18 de janeiro de 2026 pelo programa Fantástico (TV Globo) destacou a existência de obras inexistentes, inacabadas ou mal executadas associadas à destinação de emendas, com impactos práticos relatados por moradores e prestadores de serviço.

Por que o tema ganhou tração
  • Relatos sobre obras não entregues ou entregues parcialmente aumentam a cobrança por rastreabilidade dos repasses.
  • O debate se desloca do “repasse” para toda a cadeia: contrato, execução, medição, atesto e pagamento.

Eixos jurídicos: criminal e administrativo

Do ponto de vista jurídico, o caso reúne dois eixos principais: a apuração criminal e a dimensão administrativa.

Eixo criminal: quais crimes aparecem no texto-base?
  • Organização criminosa (Lei nº 12.850/2013).
  • Peculato e corrupção (Código Penal).
  • Lavagem de dinheiro (Lei nº 9.613/1998).
  • Fraudes em licitações e contratos administrativos (conforme o regime legal aplicável à contratação).

A PF informou que os investigados “poderão responder” por esses crimes, etapa que em geral depende da consolidação de provas no inquérito, eventual denúncia do Ministério Público e posterior controle judicial.

Eixo administrativo: quais princípios estão em jogo?

Na dimensão administrativa, o texto relaciona o caso ao dever de respeito aos princípios do art. 37 da Constituição: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Esses princípios funcionam como parâmetros de correção para aplicação de recursos públicos e execução de contratos e políticas.

Impactos práticos e pressão por transparência

Na esfera prática, medidas como bloqueio patrimonial, buscas e apreensões e cooperação interinstitucional tendem a influenciar a gestão de convênios e contratos, a atuação de órgãos de controle e a revisão de rotinas de fiscalização.

Órgãos de controle

A cooperação PF–CGU–Receita, somada às ordens judiciais, amplia o escrutínio sobre fluxos de contratação e pagamentos.

Rotinas de fiscalização

O caso tende a reforçar a cobrança por documentação e trilhas de auditoria em medições, atestos e prestação de contas.

Entrega à população

Quando a obra/serviço não corresponde ao valor empenhado e pago, o foco recai sobre execução e controle social.

Perguntas frequentes (interativo)

O bloqueio de R$ 24 milhões significa culpa?

Não necessariamente. O bloqueio é uma medida cautelar indicada, no texto-base, como destinada a interromper a circulação de valores de origem ilícita e preservar ativos para eventual ressarcimento, enquanto a investigação avança.

Quem decide sobre buscas e bloqueios neste caso?

Segundo o texto-base, os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que também determinou o bloqueio de valores.

Glossário rápido
  • Organização criminosa (Lei 12.850/2013): estrutura organizada, com divisão de tarefas, para prática de crimes.
  • Lavagem de dinheiro (Lei 9.613/1998): ocultação ou dissimulação de origem, movimentação ou titularidade de valores ilícitos.
  • Princípios do art. 37 (CF): legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência na Administração Pública.

Fonte: Agência Brasil

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