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Caso Master: contratos e propósitos de influenciadores estão sob investigação no âmbito do Banco Central

Contratos com influenciadores para criticar o Banco Central após a liquidação do Banco Master levantam suspeitas de campanha coordenada, possíveis irregularidades legais e investigação da Polícia Federal.

O chamado “Caso Master” ganhou novos desdobramentos no início de janeiro de 2026, após a divulgação de contratos e relatos envolvendo influenciadores digitais e a repercussão política da liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central, medida adotada em 2025.

Contratos e estratégias de comunicação

Segundo a apuração jornalística, criadores de conteúdo relataram ter recebido propostas formais para publicar vídeos críticos à atuação do Banco Central. Os contratos previam duração de três meses, com até oito publicações mensais e pagamentos aproximados de R$ 7,84 mil por postagem.

Pontos-chave dos contratos
  • 📄 Duração estimada de três meses
  • 🎥 Até oito vídeos por mês
  • 💰 Pagamento total podendo chegar a R$ 188,1 mil
  • 🔒 Cláusulas de confidencialidade em alguns casos

Narrativa proposta e direcionamento

A linha editorial sugerida girava em torno da crítica à decisão do Banco Central de liquidar o Banco Master, com a apresentação da medida como precipitada. Paralelamente, buscava-se preservar a imagem da instituição financeira e de seus representantes.

O que é liquidação extrajudicial?

Trata-se de uma medida administrativa adotada pelo Banco Central quando uma instituição financeira apresenta problemas graves de solvência ou gestão, com o objetivo de proteger o sistema financeiro e os depositantes.

Reação do sistema financeiro

A movimentação digital chamou a atenção de entidades do setor. A Febraban identificou, no final de 2025, um aumento atípico de menções ao Banco Central e a seus dirigentes nas redes sociais, concentradas em um curto intervalo de tempo.

Contexto institucional

O monitoramento apontou indícios de uma possível ação coordenada de influência digital, levantando questionamentos sobre a transparência de campanhas pagas em temas regulatórios sensíveis.

Investigação da Polícia Federal

A Polícia Federal investiga se houve uma campanha articulada para difamar o Banco Central ou pressionar politicamente por uma reversão de decisões administrativas. A apuração analisa possíveis crimes de manipulação de informação e associação criminosa.

O foco da investigação é identificar o grau de coordenação, o financiamento envolvido e a eventual responsabilidade de agências, contratantes e influenciadores.

Possíveis impactos jurídicos
  • ⚖️ Debate sobre propaganda política e comunicação paga
  • 📊 Exigência de maior transparência no financiamento
  • 🚨 Eventuais responsabilizações penais e administrativas

A expectativa é que o avanço das investigações esclareça a extensão do envolvimento dos diferentes agentes e contribua para delimitar os limites legais da comunicação estratégica em ambientes digitais.

Fonte: G1. Globo

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