Direito Empresarial

Grupo Fictor pede recuperação judicial com passivo de R$ 4 bilhões após turbulência ligada ao Banco Master

A Fictor pediu recuperação judicial no TJSP para reorganizar cerca de R$ 4 bilhões em dívidas, após crise de liquidez ligada à tentativa frustrada de compra do Banco Master.

O Grupo Fictor Holding Financeira e sua controladora, Fictor Invest, protocolaram pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) com o objetivo de reorganizar suas obrigações financeiras após o agravamento de uma crise de liquidez.

Endividamento e pedido de proteção judicial

Segundo a petição, o conglomerado acumula um passivo aproximado de R$ 4 bilhões, envolvendo credores de diferentes naturezas. A empresa solicitou a suspensão de execuções e medidas de cobrança por 180 dias, conforme previsto na legislação, para negociar um plano coletivo de pagamento.

Pontos-chave do pedido

  • Passivo estimado em R$ 4 bilhões
  • Suspensão de execuções por 180 dias
  • Negociação coletiva com credores
  • Plano sem previsão de deságio

Tentativa frustrada de aquisição do Banco Master

A Fictor relaciona a origem da crise à tentativa de aquisição do Banco Master, anunciada em novembro de 2025. O negócio previa um aporte estimado em cerca de R$ 3 bilhões, mas foi interrompido após a decretação de liquidação extrajudicial do banco pelo Banco Central.

O episódio gerou forte repercussão negativa no mercado e impactou a confiança na capacidade financeira do grupo, segundo a própria empresa.
O que é liquidação extrajudicial?

Trata-se de um regime especial decretado pelo Banco Central para instituições financeiras, com o objetivo de encerrar suas atividades de forma ordenada e proteger o sistema financeiro.

Impactos no fluxo de caixa e na reputação

Após o episódio, a holding afirma ter enfrentado dificuldades na renovação de contratos com fornecedores, além de pedidos acelerados de resgate por investidores. Esses fatores teriam pressionado o caixa e provocado um desequilíbrio momentâneo nas operações.

Estratégia sem deságio e continuidade operacional

Mesmo diante do cenário adverso, a Fictor afirma que pretende quitar integralmente suas dívidas, sem redução do valor nominal, reestruturando apenas prazos e condições de pagamento.

A empresa também destacou que suas subsidiárias operacionais não foram incluídas no pedido, garantindo a continuidade das atividades e a preservação de mais de 10 mil empregos diretos e indiretos.

Aspectos jurídicos da recuperação judicial

O caso exemplifica o uso da recuperação judicial como mecanismo previsto na Lei nº 11.101/2005, que permite a reorganização ordenada das obrigações financeiras, sob supervisão do Judiciário.

Próximos passos do processo

A empresa deverá apresentar um plano de recuperação, que será analisado e votado pelos credores em assembleia, com acompanhamento judicial.

Fonte: Infomoney

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