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Moraes solicita parecer da PGR sobre uso de smart TV por Bolsonaro em eventual custódia

Alexandre de Moraes pediu parecer da PGR sobre solicitação da defesa de Bolsonaro para uso de smart TV em eventual custódia; decisão ainda não foi tomada pelo STF.
STF Relator: Alexandre de Moraes PGR acionada Pedido de smart TV

O ministro Alexandre de Moraes determinou o encaminhamento à Procuradoria-Geral da República de pedido para que o órgão se manifeste sobre a possibilidade de o ex-presidente Jair Bolsonaro ter acesso a uma smart TV em eventual cela ou local de custódia. A solicitação foi apresentada pela defesa no contexto de medidas cautelares e condições de custódia discutidas no STF.

O que Moraes decidiu (por ora)

O despacho não concede nem nega o pedido de imediato. Ele apenas solicita a manifestação técnica do Ministério Público, como etapa prévia antes de uma apreciação judicial definitiva.

Trâmite em etapas
  • Defesa apresenta o pedido sobre condições de custódia.
  • Relator solicita parecer da PGR para subsidiar decisão.
  • Após o parecer, o STF delibera sobre autorização ou negativa.

O que está em debate juridicamente

A discussão envolve a compatibilidade de itens de conforto e acesso à informação com o regime de custódia. A legislação assegura direitos básicos às pessoas privadas de liberdade, mas esses direitos são modulados por regras do estabelecimento prisional e por critérios de segurança e proporcionalidade.

TV em custódia é direito automático?

Não. A autorização para uso de equipamentos eletrônicos costuma depender de regras internas, avaliação de segurança e decisão da autoridade competente, especialmente quando há custódia por ordem judicial.

Por que o termo “smart” muda a análise?

Uma smart TV pode permitir acesso a aplicativos e conteúdos digitais. Isso pode envolver internet e funcionalidades interativas, frequentemente restritas por razões de segurança e para evitar interferência em investigações.

Proporcionalidade Razoabilidade

O Judiciário tende a ponderar se o item solicitado é compatível com a finalidade da custódia e se não desvirtua o regime imposto.

Segurança Risco processual

A análise costuma considerar riscos à ordem interna, possibilidade de comunicação indevida e impacto na preservação das investigações em curso.

Pontos que podem influenciar a decisão
Compatibilidade do pedido com o regime de custódia analisado no caso.
Definição de limites de uso (ex.: apenas TV, sem internet/aplicativos).
Regras do local de custódia e avaliação de segurança do equipamento.
Critérios de isonomia para evitar tratamento indevido em situação equivalente.

Mesmo com parecer da PGR, a decisão final caberá ao relator, que pode acolher ou rejeitar o pedido com base nas circunstâncias do caso e nas normas aplicáveis.

O que acontece agora

Até a manifestação da PGR e a posterior decisão do STF, permanecem inalteradas as condições atualmente fixadas. A deliberação final será tomada após a análise do parecer ministerial e dos elementos do caso concreto.

Fonte: Metrópoles

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