Direito Administrativo

STF e Congresso articulam transição para limitar “penduricalhos” acima do teto

STF e Congresso articulam regras de transição para limitar “penduricalhos” que ultrapassem o teto constitucional, após decisões que suspenderam verbas sem base legal.

O Supremo Tribunal Federal e a cúpula do Congresso Nacional definiram acordo para elaborar regras de transição destinadas a limitar o pagamento de verbas adicionais — os chamados “penduricalhos” — quando essas parcelas, somadas ao salário, ultrapassam o teto constitucional.

A reunião ocorreu em 24 de fevereiro de 2026, em Brasília, na véspera de julgamento do plenário do STF que analisará decisão liminar relacionada ao tema.

Quem participou do encontro

  • Presidente do STF, Edson Fachin
  • Presidente da Câmara, Hugo Motta
  • Presidente do Senado, Davi Alcolumbre
  • Presidente do TCU, Vital do Rêgo
  • Vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand

O que são os “penduricalhos”?

No vocabulário administrativo, a expressão designa verbas remuneratórias ou indenizatórias que podem elevar a remuneração acima do teto constitucional.

Distinção central

Verbas indenizatórias: destinadas a ressarcir despesas.

Vantagens remuneratórias: funcionam como complemento salarial.

A controvérsia está em saber quando determinada parcela realmente indeniza despesas e quando, na prática, amplia a remuneração.

Decisões recentes no STF

Em 5 de fevereiro, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de verbas indenizatórias sem base legal e concedeu prazo de 60 dias para revisão dos pagamentos nos Três Poderes.

No mesmo dia do acordo institucional, o ministro Gilmar Mendes também suspendeu pagamentos sem previsão legal a integrantes do Judiciário e do Ministério Público, fixando marcos para interrupção de parcelas amparadas apenas por leis estaduais ou atos administrativos.

Regras de transição

Embora o acordo trate da elaboração de regras transitórias, o conteúdo específico ainda não foi detalhado. O cenário indica fase de alinhamento institucional para compatibilizar a revisão de pagamentos com futura regulamentação legislativa.

Possíveis efeitos práticos

  • Padronização de critérios nos Três Poderes
  • Maior previsibilidade para órgãos públicos
  • Reforço de mecanismos de controle e transparência
  • Impacto na gestão de gastos com pessoal

O desfecho dependerá do julgamento do plenário do STF e de eventual regulamentação legislativa que consolide parâmetros de aplicação do teto constitucional.

Fonte: Migalhas

Compartilhe esta notícia

WhatsApp
Facebook
LinkedIn
X

Notícias Relacionadas

Receba as principais notícias jurídicas direto no seu e-mail

plugins premium WordPress

Não perca nenhuma notícia jurídica!

Receba as principais análises e atualizações do direito brasileiro direto no seu e-mail.