Créditos da imagem: Reprodução/Hospital Santa Lucinda
O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou a Fundação São Paulo (Fundasp), administradora do Hospital Santa Lucinda, a pagar R$ 100 mil a uma gestante que perdeu dois filhos após falha no atendimento prestado pela unidade, localizada em Sorocaba, no interior paulista.
O que aconteceu
A paciente estava com cinco meses de gestação quando procurou o hospital após perder grande quantidade de líquido amniótico. A equipe médica constatou o rompimento da bolsa, mas a ultrassonografia só foi realizada 12 horas depois, sem que o tratamento adequado fosse prescrito. A gestante recebeu alta e, no dia seguinte, precisou buscar atendimento em outra unidade. Os fetos não resistiram.
O fundamento da condenação
Para o desembargador Maurício Fiorito, relator do recurso, o laudo pericial demonstrou que a conduta do hospital não seguiu os protocolos recomendados — tanto pela demora na realização do exame quanto pela alta concedida mesmo diante de sinais de infecção. O magistrado apontou que intervenções preventivas mais rigorosas poderiam ter aumentado as chances de prolongamento da gestação.
A posição do hospital
Em nota, o Hospital Santa Lucinda afirmou tratar-se de gestação gemelar em extrema prematuridade, com cerca de 22 semanas e peso inferior a 500g, o que configuraria baixíssima viabilidade de sobrevivência. A instituição também mencionou que o pré-natal da paciente foi tardio e insuficiente, e informou que adotará as medidas cabíveis.
A Fundasp não respondeu ao contato feito pela imprensa até a publicação desta nota.
Fonte: Metrópoles