A tentativa de mediação conduzida pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) entre a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e representantes dos trabalhadores terminou sem acordo, mantendo o impasse em torno do movimento grevista da categoria.
Mediação buscava solução consensual
A audiência foi realizada no âmbito do TST como mecanismo previsto na legislação trabalhista para a resolução de conflitos coletivos de grande impacto social. O objetivo era aproximar as posições da empresa e das entidades sindicais.
A paralisação afeta serviços postais considerados essenciais em diversas regiões do país, o que reforçou a tentativa de construção de uma solução negociada.
Reivindicações e limitações apresentadas
Os representantes dos trabalhadores mantiveram reivindicações relacionadas a condições de trabalho, garantias funcionais e aspectos econômicos do acordo coletivo.
A empresa alegou limitações orçamentárias e administrativas, sustentando a necessidade de preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade operacional do serviço postal.
- Condições de trabalho e garantias funcionais
- Cláusulas econômicas do acordo coletivo
- Impacto orçamentário das reivindicações
Continuidade da greve e limites legais
Com o encerramento da mediação sem consenso, permanece a possibilidade de continuidade da greve, observados os limites legais aplicáveis ao exercício do direito paredista.
Nota jurídica: o direito de greve é assegurado pela Constituição, mas deve ser exercido de forma compatível com a manutenção de serviços mínimos, especialmente em atividades de interesse público.
Possível judicialização do conflito
A ausência de acordo abre espaço para a instauração ou o prosseguimento de dissídio coletivo, hipótese em que o Judiciário trabalhista poderá fixar condições provisórias.
Entre as medidas possíveis estão percentuais mínimos de funcionamento ou regras temporárias destinadas a equilibrar o direito de greve com o interesse público.
Conflito segue em aberto
Enquanto não houver nova rodada de negociações ou decisão judicial definitiva, o impasse permanece. O TST informou que continuará acompanhando o caso e que novas tentativas de composição poderão ser realizadas.
Fonte: Metrópoles