Direito Administrativo

Nova lei autoriza pagamento retroativo de vantagens por tempo de serviço congeladas na pandemia

LC 226/2026 autoriza estados e municípios a pagar retroativamente vantagens por tempo de serviço suspensas na pandemia (28/5/2020 a 31/12/2021), sem obrigação automática e com limites fiscais.
Lei Complementar Serviço público Impacto fiscal Pandemia

A Presidência sancionou a LC 226/2026, publicada no DOU em 13 de janeiro de 2026, alterando a LC 173/2020 para permitir que entes federativos quitem retroativamente vantagens funcionais por tempo de serviço suspensas durante a pandemia.

  • 28 maio 2020
    Início do período cujo tempo foi restringido para certas vantagens pela LC 173/2020 (conforme texto-base).
  • 31 dez 2021
    Fim do período indicado para quitação retroativa (se o ente optar e regulamentar).

A lei tem natureza autorizativa: não cria pagamento automático. Cada ente deverá decidir se pagará e em quais condições, por meio de lei própria, observando disponibilidade orçamentária e limites de responsabilidade fiscal.


O que pode ser quitado (se houver lei local e orçamento)

Vantagens citadas no texto-base

  • Anuênios, triênios e quinquênios (adicionais por tempo de serviço).
  • Sexta-parte.
  • Licença-prêmio.
  • Mecanismos equivalentes previstos em normas locais.
A autorização se refere ao período de 28/05/2020 a 31/12/2021, conforme descrito no texto-base.

Por que não é automático

  • Depende de lei própria do ente para definir critérios e forma de implementação.
  • Exige disponibilidade orçamentária e planejamento fiscal.
  • Demanda cálculo de valores e definição de público-alvo (carreiras e situações abrangidas).

Travas fiscais e condições destacadas

Calamidade na pandemia

A autorização está condicionada ao requisito de ter sido decretado estado de calamidade pública no contexto da pandemia, conforme destacado no texto-base.

Regras constitucionais citadas

O texto menciona observância do art. 113 do ADCT e do §1º do art. 169 da Constituição, além de compatibilização com impacto financeiro e autorizações orçamentárias.

Sem repasse para outro ente

A lei veda transferir o encargo financeiro a outro ente federativo, preservando a divisão de responsabilidades entre União, estados, DF e municípios.


Quadro-resumo: como tende a funcionar

O que a LC 226/2026 faz Autoriza entes federativos a quitar retroativamente vantagens por tempo de serviço relativas ao período indicado.
Quem decide pagar Cada ente (União/estado/DF/município), mediante lei própria e conforme disponibilidade orçamentária.
Período abrangido 28 de maio de 2020 a 31 de dezembro de 2021.
Principais impactos Regulamentação local, cálculos, definição de público-alvo e planejamento fiscal com cronogramas distintos.

Perguntas e respostas (clique para abrir)

Isso cria direito automático ao pagamento?

Não. O texto-base afirma que a lei é autorizativa: cada ente precisa decidir e aprovar lei própria para definir critérios e forma de pagamento, além de observar disponibilidade orçamentária.

Quais vantagens aparecem como exemplos no texto?

Anuênios, triênios, quinquênios, sexta-parte, licença-prêmio e mecanismos equivalentes, relativos ao período indicado.

O que deve acontecer nos estados e municípios?

O texto-base aponta tendência de demandas por regulamentação local, definição de público-alvo e cálculo de valores, com variação conforme orçamento e escolhas legislativas de cada ente.


Checklist interativo do que acompanhar no seu ente

  • Se o ente vai editar lei própria regulamentando critérios, alcance e forma de pagamento.
  • Quais carreiras e vantagens serão incluídas (ou se haverá recortes específicos).
  • Qual será o cronograma (à vista, parcelado, por lotes) e como será feito o cálculo.
  • Como o ente comprovará compatibilidade orçamentária e impacto financeiro no processo legislativo.

Fonte: Migalhas

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