O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da CBSF DTVM, nova denominação da Reag Trust (também citada como Reag Investimentos), alegando “graves violações” às normas do Sistema Financeiro Nacional. A APS Serviços Especializados de Apoio Administrativo foi nomeada liquidante para conduzir o procedimento e encerrar as atividades.
O que foi decidido
O ato administrativo do BC determinou a interrupção do funcionamento regular da instituição e transferiu a condução do processo ao liquidante. Segundo o texto-base, a medida foi motivada por “graves violações” às regras aplicáveis a instituições integrantes do SFN.
Ligação com a investigação policial
A decisão ocorreu um dia após nova etapa da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura suspeitas relacionadas ao caso Banco Master. Conforme noticiado, a investigação mira o uso de fundos de investimento em um esquema que teria inflado artificialmente o patrimônio do Banco Master, e a Reag aparece como um dos eixos empresariais sob apuração.
Quem aparece no texto-base como alvo de diligências
O fundador e ex-executivo do grupo, João Carlos Mansur, foi citado como alvo de mandados de busca e apreensão na ofensiva policial mencionada.
O texto-base também recorda que o Banco Master entrou em liquidação extrajudicial em novembro de 2025, em meio a suspeitas envolvendo operações com carteiras de crédito e negociações que teriam somado bilhões de reais.
O que é liquidação extrajudicial
Em linhas gerais, a liquidação extrajudicial é um regime especial previsto na Lei nº 6.024/1974, usado para interromper atividades de instituições supervisionadas e organizar a satisfação de credores sob condução de um liquidante nomeado pela autoridade competente.
Efeitos típicos do regime, conforme o texto-base
- Interrupção do funcionamento: a instituição deixa o regime normal de operação.
- Centralização: a administração passa à figura do liquidante.
- Organização do passivo: levantamento de obrigações e encaminhamento da satisfação de credores.
Indisponibilidade de bens
No caso da CBSF/Reag, o BC informou que, “nos termos da lei”, ficam indisponíveis os bens de controladores e ex-administradores, mecanismo voltado a evitar dilapidação patrimonial enquanto se apuram responsabilidades.
Observação: o texto-base não detalha quais bens foram alcançados, limites e prazos da indisponibilidade — apenas registra a consequência típica do regime.
Quem conduz o procedimento
A APS Serviços Especializados de Apoio Administrativo foi nomeada liquidante. Em linhas gerais, isso significa que a condução do procedimento e os atos de encerramento passam a ser executados sob a administração do liquidante, conforme o regime especial.
- Administração: centralizada na liquidante.
- Organização: encaminhamento do passivo e medidas de preservação patrimonial.
- Encerramento: condução do fechamento das atividades da instituição.
Segmento prudencial S4 e baixa relevância sistêmica
O Banco Central afirmou que a instituição se enquadra no segmento prudencial S4 e tem participação inferior a 0,001% do ativo total ajustado do SFN, indicação de baixa relevância sistêmica.
Ainda assim, o texto-base registra possíveis efeitos para clientes, investidores e credores, além de desdobramentos regulatórios e investigativos conforme as apurações avancem.
Linha do tempo mencionada no texto-base
- Nov/2025: Banco Master entra em liquidação extrajudicial, conforme o texto-base.
- 14/01/2026: nova etapa da Operação Compliance Zero é mencionada como marco temporal anterior.
- 15/01/2026: BC decreta liquidação extrajudicial da CBSF (ex-Reag Trust) e nomeia liquidante.
O que o BC sinalizou sobre responsabilização
Em nota citada no texto-base, o Banco Central afirmou que seguirá adotando medidas para apurar responsabilidades dentro de suas competências, com possibilidade de sanções administrativas e comunicações a outras autoridades.
Fonte: Revista Oeste