Reportagem publicada em 16 de janeiro de 2026 pelo portal Metrópoles relata que Fabiano Zettel, identificado como cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro (Banco Master), teria relação com o fundo de investimento que comprou parte da participação de familiares do ministro Dias Toffoli (STF) no resort Tayayá, localizado no interior do Pará. Segundo o texto, as informações teriam como base documentos obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo.
- Fabiano Zettel é descrito como cunhado de Daniel Vorcaro (Banco Master).
- Um fundo chamado “Leal” é citado como veículo de aquisição de parte da participação de familiares no resort Tayayá.
- O texto menciona participação avaliada em R$ 6,6 milhões e uso de cerca de R$ 20 milhões do fundo no empreendimento.
- A reportagem ressalta que o ministro não teria participação direta no resort.
- O ponto institucional destacado envolve a relatoria de Toffoli em caso que investiga o Banco Master.
O que a matéria afirma sobre o fundo “Leal”
De acordo com a notícia, Zettel teria sido o único cotista, entre 2021 e 2025, de um fundo denominado “Leal”, apontado como veículo utilizado na aquisição de parcela da participação dos irmãos do ministro no empreendimento Tayayá. A reportagem também indica que cerca de R$ 20 milhões do fundo teriam sido empregados no resort, com menção ao uso de outro fundo do qual Zettel teria se tornado sócio.
Linha do tempo citada (clique para abrir)
- 2021–2025: período em que Zettel teria sido descrito como único cotista do fundo “Leal”.
- R$ 6,6 milhões: valor citado para a participação dos familiares no empreendimento, à época.
- R$ 20 milhões: montante mencionado como empregado no resort via o fundo, segundo a reportagem.
O texto-base destaca que o ministro Dias Toffoli atua como relator no STF em um caso que investiga o Banco Master. Reportagens que apontem conexões econômicas envolvendo familiares e pessoas ligadas a partes interessadas podem levar a pedidos formais de esclarecimento e, conforme o caso, a incidentes de impedimento ou suspeição, dependendo do enquadramento e da prova.
Relatoria no STF e o caso envolvendo o Banco Master
Conforme noticiado, o inquérito que investiga o Banco Master teria ficado sob a relatoria do ministro após a defesa de Daniel Vorcaro pedir que o caso tramitasse no Supremo. A reportagem registra que o Metrópoles afirma não ter conseguido contato com o ministro e seus familiares para manifestação.
O texto-base observa que dúvidas sobre a isenção do julgador são tratadas pelos institutos de impedimento e suspeição. No processo civil, o CPC prevê hipóteses de impedimento (art. 144) e suspeição (art. 145). No processo penal, o CPP disciplina impedimento (art. 252) e suspeição (art. 254). A reportagem também menciona o Código de Ética da Magistratura Nacional (CNJ), que enfatiza a imparcialidade como dever funcional.
Em termos práticos, a menção a conexões econômicas pode levar a pedidos de esclarecimento e a incidentes processuais, mas a pertinência depende do enquadramento jurídico e da comprovação dos elementos relevantes em cada procedimento.
Glossário rápido (clique para abrir)
Impedimento: situações objetivas que, quando configuradas, afastam o julgador para preservar a imparcialidade.
Suspeição: hipóteses em que circunstâncias podem comprometer a confiança na neutralidade do julgador.
Relator: ministro responsável por conduzir e relatar o caso no tribunal, preparando-o para julgamento.
Compliance institucional: medidas internas de integridade e governança para reduzir riscos e preservar confiança pública.
Fonte: Metrópoles