Direito Eleitoral

Cármen Lúcia propõe regras éticas no TSE e veda juízes em festas políticas

A presidente do TSE apresentou orientações éticas para juízes eleitorais em 2026, reforçando imparcialidade, transparência e restrições a vínculos políticos para preservar a confiança no processo eleitoral.

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral anunciou, nesta segunda-feira, um conjunto de orientações éticas voltadas à atuação da magistratura eleitoral durante o ano de eleições gerais.

Diretrizes para o ano eleitoral

As recomendações foram apresentadas na abertura do Ano Judiciário Eleitoral de 2026 e deverão ser formalizadas em reunião com os presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais.

Eixos centrais das orientações
  • Transparência institucional
  • Imparcialidade judicial
  • Confiança pública

Condutas vedadas aos magistrados

Entre as orientações, destaca-se a vedação à participação de juízes em eventos que envolvam candidatos ou pessoas ligadas a campanhas eleitorais.

Restrições destacadas
  • Confraternizações com candidatos ou assessores
  • Manifestações políticas públicas ou privadas
  • Atuação que gere conflito de interesses

Transparência e publicidade

Os magistrados também foram orientados a divulgar agendas de audiências e encontros com partes, advogados, partidos ou candidatos.

Por que a divulgação de agendas é relevante?

A publicidade dos compromissos permite maior controle social e reduz a percepção de favorecimento indevido no exercício da função jurisdicional.

Ética, independência e estabilidade democrática

Segundo a presidência do TSE, a adoção das diretrizes busca preservar a lisura do pleito, reforçar a independência judicial e evitar riscos de instabilidade institucional.

Leitura institucional

A confiança da sociedade na Justiça Eleitoral é elemento central para a legitimidade do processo democrático.

Fonte: Migalhas

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