A Polícia Federal prendeu, em 3 de fevereiro de 2026, Deivis Marcon Antunes, ex-presidente da Rioprevidência, no contexto da segunda fase da Operação Barco de Papel. A apuração mira investimentos feitos com recursos do fundo previdenciário fluminense em letras financeiras emitidas pelo Banco Master, em montante estimado de aproximadamente R$ 970 milhões (novembro de 2023 a julho de 2024).
O que está sendo investigado
A investigação se concentra em decisões de investimento do fundo previdenciário em títulos emitidos pelo Banco Master. Segundo as informações divulgadas, a suspeita é de que as aplicações tenham elevado o risco do patrimônio destinado ao pagamento de aposentadorias e pensões, especialmente por não contarem com proteção típica do FGC.
O que são “letras financeiras” neste contexto?
O texto-base descreve as letras financeiras como títulos emitidos por instituição financeira, utilizados para captação. O investidor depende do cumprimento do emissor para receber conforme as condições do título.
Por que a Justiça autorizou as medidas
De acordo com informações atribuídas à Agência Brasil, as medidas foram determinadas pelo juízo da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, que apontou risco concreto de destruição de provas e de obstrução das investigações. Entre os indícios citados estão movimentações para retirada de documentos, manipulação de provas digitais e transferência de bens após a primeira fase.
Enquadramento jurídico e repercussões
No plano jurídico, o caso é descrito como inserido no campo dos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e delitos correlatos, com menções a gestão fraudulenta, desvio de recursos, corrupção passiva, associação criminosa, indução em erro de repartição pública e fraude à fiscalização.
A investigação busca delimitar responsabilidades individuais, apurar eventuais vantagens indevidas e esclarecer se houve condutas típicas relacionadas aos crimes mencionados.
O episódio envolve discussões sobre governança e controles de risco na gestão de ativos previdenciários, além do papel de órgãos de supervisão.
Por que a ausência de cobertura do FGC foi apontada como sensível?
Conforme o texto-base, a falta de cobertura é tratada como fator que potencializaria o dano caso o emissor não honrasse os títulos, elevando a exposição do patrimônio investido.
Linha do tempo do caso
Período indicado para as aplicações em letras financeiras emitidas pelo Banco Master, sob análise na investigação (montante estimado: R$ 970 milhões).
O Banco Central do Brasil determinou a liquidação do Banco Master, intensificando o debate sobre adequação das decisões de investimento e regime de proteção dos instrumentos citados.
Reportagens registram declaração da Rioprevidência de que estaria resguardada por decisão judicial de retenção de valores vinculados ao investimento para preservar o patrimônio dos beneficiários.
Prisão do ex-presidente da Rioprevidência na segunda fase da Operação Barco de Papel, com apoio da PRF.
Fonte: Gazeta do Povo