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Advogado pede à PGR arquivamento de ação de Erika Hilton contra ferramenta Grok

Pedido à PGR questiona base jurídica de representação contra o Grok, defendendo neutralidade da IA, limites institucionais e alertando para riscos de restrições amplas sem decisão judicial.

Um advogado protocolou pedido junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando o arquivamento da representação apresentada pela deputada federal Erika Hilton contra a ferramenta de inteligência artificial Grok. A manifestação questiona a viabilidade jurídica da medida, que buscava restringir ou suspender o funcionamento da tecnologia no Brasil.

Fundamentos jurídicos em debate

Segundo o pedido, a representação não apresentaria elementos jurídicos suficientes para justificar a abertura de investigação ou a adoção de medidas restritivas de caráter amplo. O advogado afirma que não há demonstração concreta de conduta ilícita atribuível diretamente à plataforma.

Contexto jurídico

Para que haja responsabilização institucional, é necessário demonstrar dolo, omissão deliberada ou violação direta à legislação. A simples disponibilização de uma tecnologia, sem prova desses elementos, não configura ilícito automático.

Neutralidade da tecnologia e conduta do usuário

A argumentação sustenta que ferramentas de inteligência artificial generativa são juridicamente neutras. Seus efeitos dependem do uso feito por terceiros, e não da existência abstrata do sistema.

Pontos-chave da argumentação

  • ⚖️Responsabilização deve ser individual, não genérica.
  • 🧠IA é instrumento, não agente jurídico autônomo.
  • 📜Ausência de prova impede medidas amplas.

Mecanismos legais já existentes

O pedido destaca que o ordenamento jurídico brasileiro já dispõe de normas suficientes para coibir abusos no ambiente digital, inclusive em casos que envolvem ofensa à honra, à imagem, à intimidade e a direitos de crianças e adolescentes.

Competência institucional e limites da PGR

Outro ponto abordado é a ausência de competência da PGR para impor, de forma direta, o banimento de uma ferramenta tecnológica sem decisão judicial específica ou previsão legal expressa.

Possíveis impactos de uma restrição ampla

  • Insegurança jurídica para empresas e desenvolvedores
  • Risco de censura prévia indireta
  • Desestímulo à inovação tecnológica
  • Criação de precedentes regulatórios excessivos

Debate regulatório em evolução

O caso integra uma discussão mais ampla sobre a regulação da inteligência artificial no Brasil. Enquanto parte da sociedade defende maior controle, outros setores alertam para a necessidade de equilíbrio entre proteção de direitos fundamentais e preservação do ambiente de inovação.

Até o momento, não há informação pública sobre decisão da PGR. O órgão poderá arquivar a representação, requisitar esclarecimentos ou adotar outras providências dentro de sua atribuição constitucional.

Fonte: Yaconews

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