Levantamento divulgado pela imprensa aponta crescimento expressivo da atuação da advogada Roberta Maria Rangel em processos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ) após a posse de Dias Toffoli na presidência do Supremo.
Crescimento após mudança na presidência
Segundo os dados noticiados, o número de ações em que a advogada figura como representante legal nessas cortes teria aumentado cerca de 140% no período posterior à ascensão do ministro ao comando do tribunal.
A apuração considerou registros processuais públicos e comparou a atuação profissional antes e depois da posse. No STF, parte relevante dos processos teria sido protocolada após o início da presidência, enquanto no STJ também se verificou aumento significativo.
Relação pessoal e repercussão
A advogada é identificada como ex-esposa do magistrado, circunstância que motivou atenção especial da imprensa ao cruzamento dos dados. O levantamento, contudo, limita-se a informações quantitativas e à contextualização das relações pessoais e profissionais.
Clientes e impacto institucional
A reportagem destaca que a profissional atua para grupos empresariais de grande porte, como a holding J&F e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), cujos interesses são frequentemente discutidos em instâncias superiores do Judiciário.
- Atuação na advocacia perante tribunais superiores é atividade lícita
- Aumento de causas não indica, por si só, irregularidade
- Não há decisão judicial ou procedimento disciplinar apontando ilicitude
Debate sobre ética e imparcialidade
O caso reacende discussões sobre transparência, prevenção de conflitos de interesse e percepção pública de imparcialidade. A legislação brasileira prevê hipóteses de impedimento e suspeição de magistrados para preservar a independência judicial.
Até o momento, não há elementos que permitam afirmar a existência de conduta irregular, permanecendo o tema no campo do acompanhamento público e do debate institucional.
Fonte: Estadão