A polícia do Reino Unido deteve, em 19 de fevereiro de 2026, o britânico Andrew Mountbatten-Windsor, anteriormente conhecido como príncipe Andrew, no âmbito de uma investigação relacionada ao caso Jeffrey Epstein. A detenção ocorreu em Norfolk e foi conduzida pela Thames Valley Police, que informou ter prendido “um homem na faixa dos 60 anos”.
Segundo o que foi reportado, a suspeita é o delito de misconduct in public office (má conduta no exercício de cargo público). A polícia também informou ter cumprido buscas em endereços nos condados de Norfolk e Berkshire.
Linha do tempo (conforme relatado)
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Jan/2026
Imprensa internacional relata divulgação, nos EUA, de documentos atribuídos ao Departamento de Justiça norte-americano, com comunicações e materiais ligados a Epstein.
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19/02/2026
Detenção em Norfolk e cumprimento de buscas em Norfolk e Berkshire, por suspeita de misconduct in public office.
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Mesmo dia
Relatos indicam liberação após horas sob custódia e manutenção do status “sob investigação”.
O que motivou a apuração, segundo a cobertura noticiada
Conforme a cobertura internacional, a apuração teria sido impulsionada por documentos divulgados nos Estados Unidos em janeiro de 2026, atribuídos ao Departamento de Justiça norte-americano. Os relatos mencionam comunicações e materiais ligados a Epstein.
A suspeita central noticiada é a de que Andrew teria compartilhado informações confidenciais vinculadas a funções públicas — citadas como relatórios e/ou briefings — com Epstein, que morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento.
Nota de leitura: o que se descreve é uma hipótese investigativa tal como relatada. A apuração, segundo o próprio quadro narrado, segue em andamento e sem acusação formal imediata.
Como funciona o crime de misconduct in public office
O que é e quando se aplica
Clique para expandir a explicação do enquadramento citado.
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O enquadramento mencionado é descrito como crime de common law (não codificado em lei específica). Ele é aplicável quando um ocupante de cargo público, atuando nessa condição, pratica abuso ou negligência grave e deliberada no exercício de suas atribuições, em patamar capaz de configurar violação da confiança pública, sem justificativa razoável.
O que a diretriz do CPS exige
Clique para ver os pontos processuais citados.
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Custódia, liberação e o status “sob investigação”
Os relatos indicam que Andrew foi liberado após horas sob custódia e permaneceu “sob investigação”. Esse enquadramento costuma indicar continuidade da apuração, sem acusação formal imediata.
O que “sob investigação” costuma sinalizar
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De acordo com o que foi descrito, a polícia seguiria reunindo elementos, com possibilidade de encaminhamento ao CPS. Caberia ao Ministério Público avaliar suficiência probatória e interesse público para eventual persecução penal.
Buscas e evidências: por que isso importa
As buscas em Norfolk e Berkshire, informadas pela polícia, se inserem na fase de coleta e preservação de elementos relevantes. Como a suspeita envolve suposto compartilhamento de informações confidenciais, uma parte sensível da análise tende a ser a existência de conteúdo reservado, o acesso a esse conteúdo e a eventual transmissão a terceiros.
O que já está descrito
O que ainda depende da apuração
Cooperação transnacional e responsabilização institucional
O episódio reabre o debate sobre responsabilização de figuras públicas e cooperação transnacional quando documentos e indícios são produzidos fora do país. Segundo os relatos, a referência a materiais atribuídos ao Departamento de Justiça dos EUA coloca em evidência a circulação internacional de informações e seus reflexos em investigações domésticas.
Fonte: Consultor Jurídico