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Direito Constitucional

Moraes suspende sindicância do CFM sobre atendimento a Bolsonaro

Alexandre de Moraes suspendeu apurações do CFM sobre atendimento médico a Jair Bolsonaro, apontando ilegalidade e desvio de finalidade, além de determinar envio de laudos e depoimento à PF.

O ministro Alexandre de Moraes determinou a suspensão imediata das apurações conduzidas pelo Conselho Federal de Medicina sobre o atendimento médico prestado ao ex-presidente Jair Bolsonaro após uma queda na carceragem da Polícia Federal.

Pontos centrais da decisão
  • Sindicância do CFM considerada ilegal pelo Supremo
  • Proibição de novas apurações em âmbito nacional e estadual
  • Determinação de envio de laudos e exames ao STF

Fundamentos jurídicos

Na decisão, Moraes entendeu que o Conselho extrapolou suas atribuições legais ao instaurar sindicância sobre um episódio ligado à custódia judicial do ex-presidente.

A iniciativa do CFM foi classificada como “flagrantemente ilegal” e caracterizadora de desvio de finalidade.

Medidas determinadas pelo STF

  • Depoimento do presidente do CFM à Polícia Federal em até dez dias
  • Envio de exames e laudos médicos pelo Hospital DF Star em 24 horas
  • Suspensão imediata de qualquer procedimento investigativo similar

Repercussão institucional

A decisão reforça a delimitação entre a atuação de conselhos profissionais e o controle exercido pelo Poder Judiciário, especialmente em casos de grande relevância pública.

Impactos do entendimento

O despacho evidencia a necessidade de observância estrita das competências legais dos órgãos de classe, evitando conflitos institucionais e insegurança jurídica.

Fonte: Revista Oeste

Imagem: Antônio Augusto

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