O que muda no acesso ao chat
Pelo modelo anunciado, as permissões de comunicação passam a ser vinculadas à faixa etária. A empresa afirma que a verificação habilita um “chat por idade”, com limites de comunicação entre adultos e menores de 16 anos.
Além disso, usuários com menos de 9 anos precisariam de consentimento parental para acessar funcionalidades de conversa. Para pessoas com 13 anos ou mais, está previsto um mecanismo que permite ampliar interações com “conexões confiáveis” (Trusted Connections), voltado a contatos conhecidos, como familiares.
- Chat condicionado à verificação de idade (estimativa facial e, em alguns casos, identidade).
- “Chat por idade” com limites entre adultos e menores de 16 anos.
- Consentimento parental para menores de 9 anos acessarem conversa.
- Trusted Connections para 13+: ampliar interações com contatos conhecidos.
Fluxo do anúncio (clique para expandir)
1) Verificação
Para usar recursos de chat, o usuário passa por checagem de idade. O procedimento pode ocorrer por estimativa facial via câmera e, em determinadas situações, por verificação de identidade.
2) Permissões por idade
As permissões de comunicação variam conforme a faixa etária. O modelo prevê “chat por idade” e limites específicos entre adultos e menores de 16 anos.
3) Salvaguardas
Para menores de 9 anos, há exigência de consentimento parental para acessar conversa. Para 13+, há previsão de ampliar interações com Trusted Connections, focado em contatos conhecidos.
Contexto regulatório: proteção infantojuvenil e “segurança por design”
A medida dialoga com tendências regulatórias de proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais. No Brasil, o texto-base cita o PL 2.628/2022 (“ECA Digital”), voltado a diretrizes e deveres de proteção infantojuvenil no uso de aplicações e serviços digitais, com registro de transformação em lei ordinária conforme o histórico legislativo mencionado.
Nesse cenário, políticas de “segurança por design” e configurações apropriadas por idade ganham centralidade, sobretudo quando a comunicação entre usuários é vista como vetor de risco, incluindo assédio, aliciamento, exposição a conteúdo inadequado e contatos indesejados.
Radar de riscos citados (comunicação como vetor)
O anúncio busca reduzir esses riscos por meio de barreiras de acesso e permissões moduladas por idade, conforme descrito pela plataforma.
Privacidade: implicações da estimativa facial
A adoção de estimativa facial traz implicações relevantes de proteção de dados. Ainda que a plataforma sustente que a medida amplia a segurança e informe que imagens seriam excluídas após o processamento, o procedimento envolve tratamento de informação biométrica baseada em imagem facial.
Na perspectiva destacada no texto-base, isso tende a exigir avaliação rigorosa de base legal, necessidade, transparência, segurança e governança, alinhada a parâmetros de responsabilização e prevenção presentes na legislação brasileira de dados pessoais.
Painel de salvaguardas (marque para destacar)
Por que “divergência na estimativa” é um ponto sensível
Se a estimativa facial falhar, pode haver bloqueio indevido de funcionalidades ou concessão inadequada de permissões. Por isso, o texto-base destaca que a efetividade dependerá da resposta a contestações e da integração com instrumentos de supervisão e denúncia.
Efeitos institucionais esperados
Na prática, o anúncio pode produzir efeitos em dois eixos: (i) aumento de controles parentais e barreiras de acesso a funcionalidades de comunicação para perfis não verificados, com possível redução de interações de risco; e (ii) maior pressão por padrões auditáveis de verificação etária e por salvaguardas de privacidade em plataformas com ampla presença de crianças e adolescentes.
Como se trata de política corporativa com impacto direto em direitos de usuários, a efetividade dependerá da qualidade do controle, da resposta a contestações e da integração com ferramentas de supervisão e denúncia.
Fonte: Migalhas