Suzane von Richthofen, condenada pelo homicídio de seus pais e atualmente em regime aberto, voltou a ser notícia ao se envolver em disputa familiar relacionada à liberação do corpo do tio, o médico Miguel Abdala Netto, e ao potencial acesso ao patrimônio deixado por ele, estimado em cerca de R$ 5 milhões.
O que aconteceu
Após a morte de Miguel em sua residência na zona sul de São Paulo, a Polícia Civil registrou a ocorrência como morte suspeita e preservou o imóvel para perícia, aguardando exames complementares, mesmo sem sinais visíveis de violência.
Diante do impasse, Suzane foi à 27ª Delegacia de Polícia de São Paulo para solicitar a liberação do corpo para sepultamento, alegando ser a parente consanguínea mais próxima por ser sobrinha de primeiro grau.
Observação do caso: a iniciativa foi interpretada, em relatos, como possível passo preliminar para tentativa de assumir o papel de inventariante — responsável por administrar o espólio durante o inventário.
A ocorrência foi registrada como morte suspeita. A residência foi preservada para perícia e as autoridades aguardam exames complementares para esclarecer as circunstâncias do óbito.
Importante: a classificação inicial orienta medidas de preservação e análise técnica, sem antecipar conclusões.
Sem testamento, aplica-se a sucessão legítima (ordem legal de vocação hereditária). O texto-base aponta que Miguel não teria cônjuge, filhos, pais ou irmãos vivos, e que os herdeiros aparentes seriam Suzane e seu irmão, Andreas.
A definição formal depende da comprovação de parentesco e do andamento judicial do inventário.
O inventariante é a pessoa encarregada de administrar o espólio durante o inventário. A nomeação é decidida pelo Judiciário, que pode considerar proximidade de parentesco, capacidade civil e o interesse na boa gestão dos bens.
Em contextos de conflito, pedidos podem ser impugnados por interessados ou por partes legitimadas no processo.
Por que houve negativa de liberação do corpo?
Segundo os relatos descritos no texto-base, a polícia negou o pedido de liberação feito por Suzane. No dia anterior, uma prima de primeiro grau teria feito o reconhecimento no IML, mas não conseguiu a liberação por falta de documentação formal que comprovasse o parentesco.
Enquanto a disputa administrativa e judicial segue, o corpo permanece no IML.
Reação familiar e desdobramentos
A movimentação gerou repercussão e questionamentos dentro da família, com registros de pichações no local da morte sugerindo suspeitas sobre a participação de Suzane no episódio, conforme mencionado no texto-base.
O caso segue em investigação e tramitação, com desdobramentos a definir tanto na esfera criminal quanto na sucessória.
Fonte: Direito News