O Tribunal de Contas da União (TCU) instaurou, em 2 de janeiro de 2026, um processo de inspeção no Banco Central para apurar os procedimentos que resultaram na liquidação extrajudicial do Banco Master S/A, decretada em novembro de 2025.
Fiscalização com escopo delimitado
O procedimento instaurado não corresponde a uma auditoria completa. Trata-se de uma inspeção com escopo específico, voltada à análise de pontos determinados do processo decisório que levaram à liquidação da instituição financeira.
- Inspeção não equivale a auditoria ampla
- Análise focada em documentos e registros decisórios
- Objetivo é esclarecer dúvidas técnicas e jurídicas
Questionamentos sobre a decisão
A abertura da inspeção decorre de despacho do relator do caso no TCU, ministro Jhonatan de Jesus, que classificou a liquidação como medida extrema e apontou possível cronologia atípica no processo decisório.
Acesso a documentos sigilosos
A análise será realizada pela área técnica do TCU, com acesso a documentos protegidos por sigilo no Banco Central, podendo ocorrer presencialmente nas dependências do regulador, sob protocolos de confidencialidade.
Prazo e encaminhamentos
A inspeção deverá durar cerca de 30 dias. Após a consolidação das conclusões técnicas, o relator poderá avaliar eventuais falhas, omissões ou a necessidade de providências adicionais.
Antes da inspeção, o Banco Central informou ao TCU que a liquidação foi motivada por crise prolongada de liquidez, falhas estruturais e risco ao sistema financeiro.
Contexto investigativo
A liquidação ocorreu em meio a investigação da Polícia Federal sobre emissão de títulos suspeitos e supostas fraudes, fatores que agravaram a deterioração financeira da instituição.
Impacto institucional
O desfecho da inspeção poderá influenciar a interpretação institucional sobre a atuação do Banco Central em processos de intervenção e liquidação de instituições financeiras.
Fonte: CNN