Direito Civil

Justiça mantém imagens de Edir Macedo em documentário da Netflix

A Justiça autorizou a Netflix a manter documentário com imagens de Edir Macedo.

A Justiça decidiu manter a utilização de imagens do bispo Edir Macedo em documentário produzido e veiculado pela Netflix, afastando pedido de retirada do conteúdo sob alegação de violação ao direito de imagem.

O entendimento judicial foi de que a obra possui caráter informativo e jornalístico, estando protegida pelas garantias constitucionais da liberdade de expressão e do direito à informação.

Entendimento do Judiciário

Segundo a decisão, as imagens utilizadas foram extraídas de registros públicos e de eventos de notório interesse social, relacionados à atuação pública e institucional do líder religioso.

O magistrado ressaltou que pessoas públicas estão sujeitas a maior grau de exposição, especialmente quando os registros são empregados com finalidade informativa, histórica ou jornalística.

Direito à imagem e liberdade de informação

A decisão destacou que o direito à imagem, embora protegido constitucionalmente, não é absoluto e deve ser ponderado com outros direitos fundamentais, como a liberdade de imprensa e o direito da sociedade à informação.

No caso concreto, o documentário foi considerado isento de caráter sensacionalista ou exploração comercial abusiva.

Checklist — Pontos mais importantes da decisão

  • Imagens extraídas de registros públicos e eventos de interesse social
  • Reconhecimento do caráter informativo e jornalístico do documentário
  • Direito à imagem relativizado diante do interesse público
  • Ausência de distorção relevante ou uso descontextualizado das imagens
  • Reforço da vedação à censura prévia
  • Manutenção da exibição do documentário pela Netflix

Fonte: Migalhas

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