Direito Civil

Justiça fixa prazo de 15 dias para Nikolas Ferreira pagar indenização a Duda Salabert

A Justiça de MG deu 15 dias para Nikolas Ferreira pagar R$ 65.522,29 a Duda Salabert por danos morais, após início do cumprimento de sentença.
  • Decisão: determinação de pagamento de indenização por danos morais.
  • Valor informado: R$ 65.522,29.
  • Prazo: 15 dias para cumprimento, conforme despacho mencionado.
  • Vara: 33ª Vara Cível de Belo Horizonte.
  • Data do despacho: 13 de janeiro de 2026.

A Justiça de Minas Gerais determinou que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) pague R$ 65.522,29 à deputada federal Duda Salabert (PDT-MG), a título de indenização por danos morais, fixando prazo de 15 dias para o cumprimento da sentença. O despacho é atribuído à 33ª Vara Cível de Belo Horizonte e está datado de 13 de janeiro de 2026.

Conforme relatado, a medida foi proferida após requerimento apresentado pela parlamentar em novembro de 2025 para que a ação ingressasse na fase de cumprimento de sentença, sob o argumento de que a tramitação do processo teria se encerrado nas instâncias competentes.



Entenda o cumprimento de sentença

O que é essa fase

Do ponto de vista processual, o cumprimento de sentença é a etapa em que se busca efetivar, na prática, uma condenação já definitiva (ou apta à execução), sobretudo quando envolve pagamento de quantia certa.

Em termos simples: em vez de discutir novamente quem tem razão, o processo passa a concentrar-se em como o valor será pago e em quais medidas podem ser adotadas para viabilizar o resultado determinado.

Por que o prazo de 15 dias importa

Nessa dinâmica, é comum que o juízo intime o devedor para pagamento em prazo legal. No Código de Processo Civil, o marco de 15 dias para pagamento voluntário é associado, em regra, à incidência de multa e honorários caso não haja quitação no prazo.

Isso tende a aumentar o custo do inadimplemento e a estimular a satisfação do crédito com mais rapidez.

Pontos-chave

  • Prazo: a intimação para pagar em 15 dias costuma ser o primeiro passo para o cumprimento de condenação em dinheiro.
  • Regras do CPC: o não pagamento no prazo, como regra, pode gerar acréscimos (multa e honorários), elevando o valor devido.
  • Foco da fase: a discussão se desloca do mérito para a efetivação: cálculo, intimação, comprovação de pagamento e, se necessário, medidas executivas.
Por que se chama “cumprimento”?

Porque a finalidade é fazer com que a decisão judicial seja cumprida, isto é, concretizada. Quando a condenação é de pagar um valor, o foco passa a ser garantir a quitação e registrar a satisfação do crédito nos autos.

O que costuma acontecer se o prazo não é observado?

De acordo com a regra geral mencionada no texto-base, a falta de pagamento no prazo pode levar à incidência de multa e honorários, o que aumenta o total devido. A ideia é desestimular o atraso e reduzir a resistência ao cumprimento.


O que foi apontado como motivo da condenação

Segundo o conteúdo informado, a condenação decorre de falas atribuídas a Nikolas Ferreira em entrevistas e manifestações públicas. Ele teria se recusado a reconhecer a identidade de gênero de Duda Salabert, então vereadora, referindo-se a ela no masculino.

Ainda conforme descrito, a conduta teria sido justificada com argumentos apresentados como “biológicos” e vinculados ao que ele teria chamado de entendimento científico sobre sexo.

Termo jurídico em foco: “dano moral” é a expressão usada para descrever ofensa relevante a direitos da personalidade, como honra, imagem, dignidade e identidade. Em ações desse tipo, a indenização é fixada para compensar a vítima e refletir a gravidade do impacto reconhecido no caso.

Leitura guiada

Pelo relato apresentado, o ponto central considerado foi a forma como a identidade de gênero foi tratada nas declarações atribuídas ao parlamentar, e o reflexo disso em direitos da personalidade.

Nesta etapa do processo (cumprimento), a ênfase recai na execução do valor informado, e não na reabertura do debate sobre o conteúdo das falas.


O que foi dito sobre o STJ e os honorários

Conforme o texto-base, a defesa do parlamentar buscou reverter o resultado no Superior Tribunal de Justiça, mas não obteve êxito. Ainda segundo o noticiado, em junho de 2025 a Quarta Turma teria negado provimento a agravo e determinado o acréscimo de 10% nos honorários advocatícios em favor da parlamentar.


Menção ao entendimento do STF sobre retificação de nome e gênero

O mérito indicado no texto informa que a decisão de primeira instância mencionada na matéria fez referência ao entendimento do Supremo Tribunal Federal de que pessoas trans podem retificar nome e gênero em documentos, com reconhecimento de direitos da personalidade e proteção à identidade.

Ainda conforme descrito, o STF teria admitido a alteração de registro civil por pessoas trans independentemente de cirurgia, reforçando a tutela jurídica da autodeterminação e da dignidade.

Por que decisões citam entendimentos do STF?

Em decisões judiciais, referências a entendimentos de cortes superiores podem servir para contextualizar fundamentos jurídicos ligados a direitos fundamentais, direitos da personalidade e proteção da dignidade, especialmente quando o caso envolve identidade e reconhecimento jurídico.


O que observar a partir de agora

A partir do despacho datado de 13 de janeiro de 2026, o foco do caso passa a ser o cumprimento do pagamento no prazo assinalado. Conforme descrito, a intimação para pagar costuma ser acompanhada de consequências processuais em caso de não quitação no prazo.

Linha do tempo mencionada

  • Novembro de 2025: requerimento para ingresso na fase de cumprimento de sentença, segundo o texto informado.
  • Junho de 2025: referência a decisão da Quarta Turma do STJ, com negativa de provimento a agravo e menção a honorários (conforme relatado).
  • 13 de janeiro de 2026: despacho da 33ª Vara Cível de Belo Horizonte com prazo de 15 dias para pagamento.

Impactos processuais destacados

O texto-base indica que, no CPC, o prazo de 15 dias para pagamento voluntário é associado, em regra, à incidência de multa e honorários caso não haja quitação.

Isso tende a elevar o custo do inadimplemento e a acelerar a satisfação do crédito, deslocando o processo para atos típicos de execução quando o pagamento não ocorre.

Checklist do leitor

  • Valor e prazo: R$ 65.522,29 e 15 dias, conforme o despacho mencionado.
  • Fase do processo: cumprimento de sentença — etapa voltada à efetivação do que foi determinado.
  • Fundamentos relatados: falas atribuídas, dano moral e referência a entendimento do STF sobre identidade e retificação de registro.
Perguntas frequentes

O despacho resolve o mérito novamente?

Pelo que foi informado, o despacho trata do cumprimento (pagamento em prazo), após alegação de encerramento da tramitação nas instâncias competentes.

Por que aparece “dano moral” no caso?

Conforme o texto-base, o fundamento está ligado a ofensa a direitos da personalidade, envolvendo identidade e dignidade, em razão de falas atribuídas ao parlamentar.

Qual é a função do prazo de 15 dias?

O texto menciona a lógica do CPC: pagamento voluntário em 15 dias e, em regra, acréscimos se a quitação não ocorre dentro do prazo.


Fonte: Estado de Minas

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