O controle do resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), associado a familiares do ministro do STF Dias Toffoli, teria passado integralmente ao advogado Paulo Humberto Barbosa, após a compra das cotas que pertenciam a dois irmãos e a um primo do ministro, em operação concluída em abril de 2025, segundo apuração publicada na coluna de Andreza Matais.
A narrativa destaca que a aquisição teria sido realizada por meio de fundo de investimento administrado pela Reag — citada como investigada no caso Banco Master —, e que isso provocou questionamentos sobre eventual conflito de interesses, considerando a relatoria atribuída a Toffoli em investigação relacionada ao tema.
O que foi relatado sobre o negócio
Mudança de controle
Conforme a apuração citada, Paulo Humberto Barbosa teria comprado as cotas que estavam com dois irmãos e um primo do ministro, passando a deter integralmente o controle do resort.
A operação teria ocorrido ao longo de cerca de dois meses e sido concluída em abril de 2025.
O que isso acende no debate público
A narrativa coloca o foco na relação entre negócios privados associados a familiares e a percepção pública de independência e imparcialidade.
Em cenários assim, o debate costuma envolver não apenas prova de interferência, mas também a “aparência” de imparcialidade e seus efeitos reputacionais.
Pontos-chave
- Local: Ribeirão Claro (PR).
- Conclusão: abril de 2025 (segundo a coluna).
- Cotas: pertenciam a dois irmãos e a um primo do ministro, conforme descrito.
- Estrutura: compra via fundo administrado pela Reag (conforme relatado).
Quem é o comprador, segundo a coluna
A reportagem informa que Paulo Humberto Barbosa atua profissionalmente em demandas relacionadas aos irmãos Joesley e Wesley Batista. Também afirma que ele é sócio de Renato Mauro Menezes Costa (apontado como presidente da Friboi) e de Gabriel Paes Fortes, descrito como cunhado de José Batista Júnior.
Itens descritos na apuração
- Atuação profissional em demandas relacionadas a Joesley e Wesley Batista.
- Sociedade com Renato Mauro Menezes Costa (apontado como presidente da Friboi).
- Sociedade com Gabriel Paes Fortes (descrito como cunhado de José Batista Júnior).
- Atuação do escritório em processo sobre aquisição de empresas nos EUA com financiamento do BNDES.
Nota de cautela
Esses pontos são reproduzidos conforme o texto-base. A avaliação jurídica de relevância institucional depende de documentação, escopo de cada processo citado e eventuais esclarecimentos dos envolvidos.
Nota mencionada
Conforme o texto fornecido, a JBS declarou que o escritório citado defendeu a companhia em ações em Goiás e que nem a empresa nem seus acionistas teriam relação com as empresas citadas ou outros negócios do advogado.
O papel do fundo e a controvérsia apontada
Um aspecto central do relato é a afirmação de que a aquisição teria ocorrido por meio de fundo de investimento administrado pela Reag, citada como investigada no caso Banco Master.
Segundo a coluna, isso gerou questionamentos sobre eventual conflito de interesses pelo fato de Toffoli atuar como relator de investigação relacionada ao tema no STF.
Em debates de imparcialidade, a questão frequentemente se conecta à confiança pública: mesmo quando não há prova de interferência, o sistema pode ser tensionado se as circunstâncias aparentam proximidade indevida entre interesses privados e decisões públicas.
Questionamento significa conclusão automática?
Não. O próprio texto-base ressalta que discussões desse tipo dependem de elementos objetivos e de contraditório para qualquer conclusão jurídica.
Regras de imparcialidade e confiança pública
No plano jurídico-institucional, o texto conecta o tema a deveres de independência e imparcialidade e à preservação da confiança pública na jurisdição. Como referência, cita o Código de Ética da Magistratura Nacional, com parâmetros voltados à integridade e imparcialidade.
Ética e integridade
A menção ao Código de Ética aparece como referência para avaliação de riscos reputacionais e de governança, ainda que cada hipótese concreta dependa de fatos e análise objetiva.
Impedimento e suspeição
A sistemática do CPC sobre impedimento e suspeição é apontada como matriz conceitual para debates de imparcialidade: hipóteses legais e critérios que, quando provocados, podem levar a afastamento do julgador, nulidades ou reanálise de atos.
Glossário rápido (abrir)
Impedimento: hipótese legal objetiva que impede o julgador de atuar em determinado processo.
Suspeição: circunstância que pode comprometer a confiança na imparcialidade, dependendo do enquadramento e da prova.
Contraditório: direito de as partes se manifestarem e produzirem provas antes de uma decisão sobre temas sensíveis.
Contexto citado e efeitos possíveis
A matéria também contextualiza que Toffoli, em 2023, suspendeu o pagamento de parcela de multa do acordo de leniência da J&F com o MPF, mencionada como de R$ 10,3 bilhões. O texto indica que esse dado costuma ser invocado em discussões sobre confiança institucional e prevenção de conflito.
Ao mesmo tempo, o conteúdo ressalta que isso não representa, por si, uma conclusão jurídica automática sobre o caso noticiado. A avaliação de qualquer hipótese concreta depende de elementos objetivos, enquadramento e contraditório.
Perguntas frequentes
O ministro comentou?
Conforme o texto-base, o ministro não teria comentado os pontos levantados.
O comprador respondeu?
O texto informa que o comprador não respondeu aos contatos.
O que pode acontecer em debates de imparcialidade?
Conforme o texto, a discussão pode levar a alegações de impedimento/suspeição e, conforme o enquadramento e prova, a afastamento do julgador, nulidades ou reanálise de atos.
Linha do tempo (conforme o texto fornecido)
- 2023: suspensão de parcela de multa do acordo de leniência da J&F com o MPF, citada como de R$ 10,3 bilhões.
- Abril de 2025: conclusão da compra das cotas do Tayayá por Paulo Humberto Barbosa (segundo a apuração citada).
- Após a compra: questionamentos sobre risco de conflito de interesses, conforme a narrativa.
Fonte: Metrópoles