A Justiça da Paraíba decretou, no domingo (25/01/2026), a prisão preventiva do cantor João Lima no contexto de uma investigação por violência doméstica contra a esposa, a médica e influenciadora Raphaella Brilhante. Segundo a notícia, a decisão foi proferida em regime de plantão do Tribunal de Justiça da Paraíba e assinada pelo juiz Bruno César Azevedo Isidro.
De acordo com as informações divulgadas, o fundamento apontado foi a necessidade de resguardar a ordem pública e o risco indicado à integridade da vítima, considerando a gravidade dos fatos narrados. A prisão preventiva, nesse contexto, tem natureza cautelar e não representa antecipação de pena.
Contexto e repercussão
O caso ganhou repercussão nacional após a circulação, no sábado (24/01/2026), de vídeos em redes sociais nos quais o artista aparece agredindo a companheira. A divulgação, segundo a notícia, impulsionou a atuação das autoridades e a formalização de providências no âmbito policial e judicial.
Nota: a apuração descrita está em fase inicial. Nessa etapa, decisões urgentes podem ser tomadas para reduzir risco imediato, sem substituir a análise completa que ocorre no processo, com contraditório e reavaliações.
O que foi apontado nos autos, conforme divulgado
De acordo com as informações publicadas, os autos mencionam agressões ocorridas em 18 de janeiro. A notícia também relata que, dias depois, teria havido novo episódio envolvendo ameaças, inclusive na residência da mãe da vítima, com referência a intimidação para retomada do relacionamento.
Esses elementos costumam ser avaliados pelo Judiciário quando se discute a necessidade de medidas protetivas e, em situações específicas, de prisão cautelar. A lógica, em geral, é preventiva: reduzir chances de reiteração e proteger a integridade da vítima enquanto a investigação avança.
Linha do tempo (datas citadas na notícia)
| Data | Fato mencionado |
|---|---|
| 18/01/2026 | Autos mencionariam agressões ocorridas nessa data (conforme divulgado). |
| Dias depois | Relato de novo episódio com ameaças e referência a intimidação para retomada do relacionamento, inclusive na residência da mãe da vítima (segundo a reportagem). |
| 24/01/2026 | Circulação de vídeos nas redes sociais, com repercussão nacional. |
| 25/01/2026 | Decisão de plantão decreta prisão preventiva e impõe restrições de aproximação/contato (conforme noticiado). |
Prisão preventiva e medidas protetivas, em termos simples
Prisão preventiva é uma medida cautelar prevista no Código de Processo Penal. Ela pode ser aplicada quando houver prova da existência do crime e indícios de autoria, além de fundamentos como garantia da ordem pública, conveniência da instrução ou necessidade de assegurar a aplicação da lei penal.
Medidas protetivas, previstas na Lei Maria da Penha, incluem proibição de aproximação e contato, afastamento do lar e restrições de frequência a locais. O objetivo é interromper o ciclo de violência e reduzir risco imediato.
O que pode acontecer a partir de agora
Segundo a notícia, a Polícia Civil apura os fatos em João Pessoa e a vítima prestou depoimento em delegacia especializada. A investigação segue em andamento.
Em casos assim, é comum que a apuração continue com coleta de depoimentos e análise de elementos. As medidas cautelares podem ser reavaliadas conforme novos dados forem juntados ao caso, sempre dentro do devido processo legal.
Por que se diz que a prisão preventiva não é pena?
A prisão preventiva é uma cautelar: sua finalidade é administrar riscos durante a apuração e o processo (por exemplo, proteger a vítima ou evitar reiteração), e não punir antecipadamente. A responsabilização penal depende do processo, com análise das provas e decisão final.
O que pode ocorrer se medidas protetivas forem descumpridas?
O descumprimento pode gerar consequências processuais e criminais, a depender do enquadramento e de decisões subsequentes do Juízo. Em geral, as providências buscam reforçar a proteção e a efetividade das restrições impostas.
Investigação e natureza cautelar
Conforme relatado, a Polícia Civil da Paraíba apura os fatos, e a vítima prestou depoimento em unidade especializada. Por se tratar de fase inicial de persecução penal, a prisão preventiva tem caráter cautelar e precisa observar requisitos legais, além de ser fundamentada.
Em linguagem direta: o Judiciário avalia se, naquele momento, os elementos apresentados indicam risco concreto que justifique a restrição de liberdade. Esse exame pode ser revisitado ao longo do procedimento, de acordo com a evolução do caso e o contraditório.
Perguntas frequentes
Medidas protetivas podem ser adotadas junto com prisão preventiva?
Sim. Em situações descritas como urgentes, pode haver combinação de medidas, com finalidades complementares: proteção da vítima e administração de riscos no curso da apuração, sempre conforme a fundamentação do caso concreto.
O que significa decisão em regime de plantão?
É uma decisão tomada fora do expediente regular, em esquema de plantão, destinada a analisar pedidos urgentes. Esse tipo de deliberação costuma priorizar situações que exigem resposta imediata.
O fato ter repercussão nas redes sociais muda o processo?
A repercussão pode aumentar a atenção pública, mas as decisões devem se basear nos elementos reunidos nos autos e nos requisitos legais. O conteúdo circulado pode ser analisado como elemento informativo, conforme regras e validações do caso.
Fonte: Metrópoles