Artigo publicado no Estadão aponta que o enfrentamento aos crimes sexuais no Brasil exige respostas mais inovadoras do sistema de Justiça, diante das dificuldades estruturais e da persistência da violência.
Segundo o autor, esses crimes apresentam especificidades que dificultam a produção de provas, como a ocorrência em ambientes privados e a ausência de testemunhas.
Desafios na persecução penal
Pontos críticos
O texto destaca a dependência do relato da vítima e os riscos da revitimização institucional, que podem afastar vítimas do sistema de Justiça e ampliar a subnotificação.
Inovação e capacitação
O artigo defende o uso de tecnologia, protocolos de escuta especializada e equipes multidisciplinares, além da capacitação contínua de agentes públicos.
Abordagem integrada
A análise sustenta que o enfrentamento dos crimes sexuais deve envolver políticas públicas de prevenção, acolhimento das vítimas e produção de dados confiáveis, indo além da esfera penal.
Para o autor, a revisão de práticas tradicionais é necessária para garantir proteção às vítimas, responsabilização adequada dos autores e maior confiança social nas instituições.
Fonte: Estadão