Direito Constitucional

Fachin coloca combate à violência contra mulheres entre prioridades do CNJ em 2026

O CNJ definiu como prioridade em 2026 o enfrentamento da violência doméstica e sexual contra mulheres e meninas, com foco em ações concretas, gestão de risco, julgamentos com perspectiva de gênero e monitoramento nos tribunais.

Na primeira sessão ordinária de 2026, o Conselho Nacional de Justiça indicou o enfrentamento à violência doméstica e sexual contra meninas e mulheres como uma das prioridades do Judiciário ao longo do ano.

Definição de prioridades

A manifestação foi feita pelo presidente do CNJ, ministro Edson Fachin, na abertura dos trabalhos do colegiado, como parte de uma agenda de resultados voltada à modernização da Justiça e ao fortalecimento institucional.

O CNJ exerce funções de controle administrativo e disciplinar do Judiciário e coordena políticas judiciárias nacionais, o que confere impacto prático às prioridades definidas pelo órgão.

Coordenação interna e políticas de gênero

Entre os pontos destacados esteve a atribuição de funções estratégicas relacionadas ao enfrentamento da violência contra a mulher a uma conselheira recém-chegada ao Conselho, indicando esforço de centralização e monitoramento das ações.

Base normativa

A prioridade anunciada se alinha à política judiciária nacional de enfrentamento da violência contra as mulheres, que estabelece diretrizes para prevenção, tratamento adequado dos conflitos e resposta institucional às violações de direitos.

Também ganham relevo protocolos e capacitações para julgamentos com perspectiva de gênero, voltados à padronização de critérios e à redução de vieses estruturais.

Ferramentas e impacto prático

O uso de instrumentos de gestão do risco em situações de violência doméstica e familiar tende a influenciar rotinas de varas criminais e juizados especializados, especialmente na concessão de medidas protetivas.

Eixos centrais da atuação

  • Enfrentamento à violência doméstica e sexual
  • Combate ao feminicídio
  • Padronização de procedimentos
  • Monitoramento de resultados

Papel institucional do CNJ

A sinalização de prioridade reforça o CNJ como indutor de políticas judiciárias, com potencial de impactar planejamento, metas e capacitações dos tribunais ao longo de 2026.

Fonte: Metrópoles

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