Homem foi preso em Cananéia suspeito de se passar por médico e realizar exames de ultrassom em UBS usando registro profissional de terceiro. A suspeita ganhou força após fala incompatível com histórico clínico de paciente.
Como a suspeita surgiu
Segundo a apuração da Polícia Civil relatada na cobertura, a fraude veio à tona quando uma paciente desconfiou do atendimento. Durante o exame, o suposto profissional disse ter visto a vesícula biliar em “boas condições”, apesar de a mulher já ter retirado o órgão.
Após o alerta, o diretor de Saúde acionou a Polícia Militar, e o suspeito foi localizado e detido na quarta-feira (7).
Fala sobre vesícula biliar teria sido incompatível com histórico de retirada do órgão.
Diretor de Saúde comunica o caso, e o suspeito é procurado e localizado.
Homem é detido na quarta-feira (7), conforme noticiado.
Identificação e outros sinais apontados
O suspeito foi identificado como Wellington Augusto Mazini Silva. O registro policial mencionado diz que ele teria levantado suspeitas em outros atendimentos por comentários incompatíveis com históricos clínicos e por emitir laudos com aparência de “copia e cola”.
O caso dialoga com o crime de exercício ilegal da medicina (art. 282 do Código Penal), que pune quem exerce a profissão sem autorização legal (ou excedendo limites). A aplicação concreta depende da prova sobre habilitação e atos praticados.
O dispositivo também prevê multa quando houver finalidade de lucro, conforme o texto-base.
Documentos e itens encontrados, segundo a polícia
Ainda conforme noticiado, ele usaria o CRM de um médico que seria sócio em clínica na capital paulista e realizaria exames com equipamentos próprios. Com o suspeito, a polícia encontrou carimbo de outro médico, receituários de diferentes clínicas e documento de cadastro do Cremesp em nome de outro profissional.
Esses elementos são relevantes para apuração por indicarem possível uso indevido de identificação profissional e emissão de documentos aparentando regularidade, tema que pode ampliar o espectro investigativo conforme o inquérito.
Medidas da prefeitura
A Prefeitura de Cananéia informou que o suspeito teria atuado na unidade por apenas um dia. Também informou que adotou medidas para reconvocar pacientes atendidos e repetir exames, além de instaurar sindicância para apurar responsabilidades e revisar controles internos.
Fonte: G1. Globo