Direito Administrativo

Prefeito de Cuiabá diz “torcer” para que servidoras não engravidem simultaneamente

Áudio de reunião interna expôs fala do prefeito de Cuiabá sobre gravidez de servidoras, gerando críticas jurídicas e políticas e reacendendo debate sobre proteção à maternidade no serviço público.

Declaração atribuída ao prefeito de Cuiabá durante reunião interna com servidores municipais gerou repercussão política e jurídica após a divulgação de um áudio em janeiro de 2026.

No registro, o chefe do Executivo comenta que “espera” que as servidoras não engravidem ao mesmo tempo, em meio a uma discussão sobre pagamento de benefícios durante a licença-maternidade.

Contexto da reunião administrativa

O encontro ocorreu em outubro de 2025 e tinha como pauta o pagamento de adicional de insalubridade e do chamado Prêmio Saúde às servidoras afastadas por gravidez.

Durante a conversa, foi abordada a necessidade de realocar gestantes que atuam em ambientes insalubres para outras funções compatíveis.

Pontos centrais do debate
  • Pagamento de benefícios na licença-maternidade
  • Realocação de servidoras gestantes
  • Adicional de insalubridade
  • Repercussão da fala do gestor

Aspectos jurídicos envolvidos

A Constituição Federal assegura proteção à maternidade, à gestante e à igualdade de gênero, vedando práticas discriminatórias no ambiente de trabalho público.

O que diz a Constituição sobre a maternidade?

A Carta Magna garante licença-maternidade, estabilidade provisória à gestante e proteção contra discriminação, impondo à administração pública o dever de respeitar esses direitos.

Posicionamento da Prefeitura

Em nota oficial, a administração municipal afirmou que a fala foi retirada de contexto e usada politicamente.

Segundo a prefeitura, a gestão estuda o envio de projeto de lei à Câmara Municipal para criar auxílio específico às servidoras gestantes, preservando a renda durante o afastamento.

A proposta prevê que o valor do benefício seja calculado com base na média dos rendimentos anteriores, incluindo adicionais e gratificações.

O caso reforça o debate sobre a importância de linguagem institucional adequada e de políticas públicas alinhadas à proteção de direitos fundamentais no serviço público.

Fonte: Itatiaia

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