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Caso Master: a cronologia do embate entre Banco Central, TCU e STF (com infográfico)

Da tentativa de venda ao BRB à liquidação e ao confronto entre órgãos de controle. Entenda os marcos do Caso Master, os personagens e o que está em disputa.

Em meio ao volume de decisões, investigações e declarações cruzadas, o Caso Master rapidamente se tornou um dos episódios mais complexos do noticiário recente. Para ajudar o leitor a entender como a crise se formou, quem são os atores centrais e onde estão os principais pontos de conflito, esta reportagem reuniu os fatos em uma linha do tempo. A liquidação do Banco Master, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, deixou de ser apenas um episódio do sistema financeiro e se transformou em um conflito institucional sem precedentes, envolvendo Banco Central, Tribunal de Contas da União (TCU) e Supremo Tribunal Federal (STF).

A decisão acionou o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), na maior operação de ressarcimento de sua história, e abriu uma nova frente: a disputa passou a ser travada também no Judiciário e nos órgãos de controle. No STF, o ministro Dias Toffoli concentrou a relatoria do caso; no TCU, uma inspeção no Banco Central passou a questionar o caminho que levou à liquidação, ampliando o atrito entre a Corte de Contas e a autoridade monetária. O episódio também virou tema político e de redes sociais, com ataques a dirigentes do Banco Central e narrativas sobre uma possível “reversão” da liquidação — tema que, segundo o presidente do TCU, caberia ao STF — além de relatos de tentativa de influenciar o debate público, como o do vereador Rony Gabriel (PL).

A crise ganhou tração em setembro de 2025, quando o Banco Central vetou a venda do Master ao Banco de Brasília (BRB), sob o argumento de riscos elevados e sinais de irregularidades na carteira do banco. Em novembro, com a prisão do controlador Daniel Vorcaro e a deflagração da Operação Compliance Zero, a autoridade monetária decidiu pela liquidação extrajudicial — em termos simples, um procedimento administrativo que encerra a instituição e organiza o pagamento de credores, quando o banco não tem condições de seguir operando.


A seguir, o infográfico organiza a cronologia, os pontos de virada e os principais personagens do Caso Master.

Caso Master de Law Letter

Em artigo exclusivo na Lawletter, o procurador e professor Francisco Braga explica o que, juridicamente, está em discussão no Caso Master — e separa apuração de responsabilidades de “reversão” da liquidação. Ao analisar a atuação do Tribunal de Contas da União (TCU) e os desdobramentos no Supremo Tribunal Federal (STF), ele sustenta que a liquidação bancária é, por desenho legal, um ato irreversível, pensado para proteger credores e a estabilidade do sistema. 


Cibelle Ferreira | Redação Lawletter

Fontes:

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